quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

A menina que roubava livros

Autor: Markus Zusak

Editora: Intrínseca

Sinopse: 

A trajetória de Liesel Meminger é contada por uma narradora mórbida, surpreendentemente simpática. Ao perceber que a pequena ladra de livros lhe escapa, a Morte afeiçoa-se à menina e rastreia suas pegadas de 1939 a 1943. Traços de uma sobrevivente: a mãe comunista, perseguida pelo nazismo, envia Liesel e o irmão para o subúrbio pobre de uma cidade alemã, onde um casal se dispõe a adotá-los por dinheiro. O garoto morre no trajeto e é enterrado por um coveiro que deixa cair um livro na neve. É o primeiro de uma série que a menina vai surrupiar ao longo dos anos. O único vínculo com a família é esta obra, que ela ainda não sabe ler.

Assombrada por pesadelos, ela compensa o medo e a solidão das noites com a conivência do pai adotivo, um pintor de parede bonachão que lhe dá lições de leitura. Alfabetizada sob vistas grossas da madrasta, Liesel canaliza urgências para a literatura. Em tempos de livros incendiados, ela os furta, ou os lê na biblioteca do prefeito da cidade.

A vida ao redor é a pseudo-realidade criada em torno do culto a Hitler na Segunda Guerra. Ela assiste à eufórica celebração do aniversário do Führer pela vizinhança. Teme a dona da loja da esquina, colaboradora do Terceiro Reich. Faz amizade com um garoto obrigado a integrar a Juventude Hitlerista. E ajuda o pai a esconder no porão um judeu que escreve livros artesanais para contar a sua parte naquela História. A Morte, perplexa diante da violência humana, dá um tom leve e divertido à narrativa deste duro confronto entre a infância perdida e a crueldade do mundo adulto, um sucesso absoluto - e raro - de crítica e público.


Resenha:

Histórias que envolvem o período do holocausto sempre me chamam a atenção, mas o que me fez querer esse livro foi o fato de ter uma "narradora mórbida, surpreendentemente simpática".

Pedi e ganhei o livro no natal de 2009 mas confesso que na época não consegui ler; recomecei a leitura quase dois anos depois e dessa vez fui tragada pelo livro e não conseguia parar de ler, por isso, caso você não tenha gostado do livro pela primeira vez, procure ler novamente quando o momento ou a maturidade certa chegar.

No livro você vai conhecer Liesel e saber sua história; desde o primeiro encontro da menina com a Morte, passando pela adaptação dela em uma nova família e pela sua descoberta da amizade, do amor e da leitura.

A história me fez rir, esperar, chorar e torcer com muita intensidade, fui cativada pelos personagens e terminei o livro com a sensação de “quero mais”. É uma história para não se esquecer.

Resumindo: O livro é intenso e cativante.
Para ler quando o momento ou a maturidade certa chegar.

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