quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

O livreiro de Cabul

Essa resenha é sobre um livro diferente dos que estou acostumada a ler, mas nada como um desafio de leitura para me fazer buscar um livro novo. O Desafio Desafiante desse mês era ler um livro que tenha um personagem com a inicial do nome igual a do seu nome, fui além e escolhi um personagem com o meu nome: Leila é a irmã do "livreiro de Cabul" e esse livro é um relato jornalístico com ares de ficção.

O livreiro de Cabul

Autora: Åsne Seierstad

Editora: Record

Sinopse:

Por ter vivido três meses com uma família afegã, na primavera de 2002, logo aós a queda do regime talibã, a jornalista norueguesa Asne Seierstade pôde produzir esta narrativa ímpar que mostra aspectos do país que poucos estrangeiros testemunhariam. Como ocidental, mulher e hóspede de Sultan Khan, um livreiro de Cabul, obteve o privilégio de transitar entre o universo feminino e masculino de uma sociedade islâmica fundamentalista. Preso e torturado durante o regime comunista, dos mujahedin e dos talibãs, Sultan Khan teve sua livraria invadida e parte dos livros queimados, mas alimentava o sonho de ver seu acervo de 10 mil volumes sobre história e literatura afegã transformar-se mo núcleo de uma nova Biblioteca Nacional. Apesar da situação estável, a família do livreiro, duas mulheres, cinco filhos e parentes, dividia uma casa de quatro cômodos em uma cidade que se recuperava da guerra e de trágicos refluxos políticos. Os integrantes da família acostumaram-se à presença da autora sob uma burca. Assim, ela pôde observar relatos das rixas do clã; da exploração sexual das jovens viúvas que esperam doações de alimentos das organizações de ajuda internacional; da adúltera sufocada com um travesseiro pelos três irmãos sobe as ordens da mãe; do exílio no Paquistão da primeira esposa de Sultan Khan, após um segundo casamento com ma moça de 16 anos; do filho adolescente do livreiro obrigado a trabalhar 12 horas por dia sem chance de estudar.


Resenha:

O livro nasceu do olhar da autora norueguesa sobre a cultura afegã, com base no que ouviu e presenciou durante os três meses em que ficou hospedada na casa de Sultan Khan, um comerciante e dono de livrarias em Cabul.

A autora apresenta em cada capítulo um membro da família Khan; ela fala sobre casamentos combinados, traições, expectativas, discriminação, sonhos, entre outros assuntos que envolvem a família e a cultura afegã. Entre os personagens está Leila, irmã de Sultan Khan, que se mostra uma mulher submissa, com muitos sonhos e pouca expectativa para realização dos mesmos.

A história da jornalista é impactante mas é só um retrato da realidade e da tradição da cultura afegã; por mais que achemos cruéis e injustas as atitudes retratadas, na sociedade em que a família vive, essas atitudes são apenas um reflexo da tradição na qual foram criados. O verdadeiro Sultan Khan, que se chama Shah Muhammad Rais, processou Åsne Seierstad por ter "revelado além do que deveria" mas acabou fechando um acordo e escreveu o livro "Eu sou O Livreiro de Cabul", para contar a sua versão da história; por isso, vale ler os dois livros para ter as duas visões da história.

Resumindo: O livro fala sobre a cultura e a vida de uma família afegã.
Para ler quando quiser ter uma visão sobre uma família afegã.

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