segunda-feira, 30 de abril de 2012

Resenha: Estórias abensonhadas

Ganhei esse livro da Companhia das Letras, no sorteio da promoção de 30 mil seguidores no twitter (eita felicidade!), e ele combinou perfeitamente com o Desafio Desafiante desse mês, que era ler um livro que tenha cenas que se passem na África ou na Ásia.

Estórias abensonhadas

Autor: Mia Couto

Editora: Companhia das Letras (Selo: Companhia das Letras)

Sinopse:

Depois de quase trinta anos de guerra, Moçambique vive agora um período de paz. Nestas Estórias abensonhadas, o premiado escritor Mia Couto capta um país em transição. Numa prosa poética e carregada das tradições orais africanas, o autor tece pequenas fábulas e registros que, sem irromper em grandes acontecimentos, capturam os movimentos íntimos dessa passagem.
Aqui, fantasia e realidade se entrelaçam e se impõem uma à outra, como num reflexo do próprio continente africano. O rio que atravessa essas veredas é a prosa de Mia Couto. Frequentemente comparada à de Guimarães Rosa e Gabriel Garcia Márquez, sua escrita transforma o falar das ruas em poesia, e carrega de magia a dura realidade de seu país. As palavras se combinam em inúmeros significados, e no menor dos enredos cabe tanto o lirismo quanto a guerra.
Mas, se em Terra sonâmbula, um dos romances mais célebres do autor, o cenário era o da devastação do conflito que se seguiu à independência, aqui vemos breves instantes do renascer do país.
Na Moçambique recriada literariamente por Mia Couto, cada porta entreaberta revela outra faceta de um mundo novo e vibrante, mas repleto de tradição e história.



Resenha:

Imagine um país em guerra; Agora imagine que a guerra terminou; Você sabe qual é o sentimento da população? Quais são as histórias que eles têm para contar?

"Estória abensonhadas" mostra um pouco do que acontece em um país pós guerra: Amores são feitos e desfeitos, algumas pessoas se afogam em mágoas e outras tentam construir uma nova vida.

Tudo isso é mostrado em vinte e seis contos que devem ser lidos sem pressa; para que você possa sentir e compreender os personagens. O autor escreve "numa prosa poética e carregada das tradições orais africanas", como você pode notar nessa frase:

A mulher zululuava pela casa, num corre-morre, de aflição para susto, mosca em rabo de boi. 
- As flores de Novidade, pg. 17 -

No final do livro tem um glossário para ninguém ficar com medo do Mpfuvo (Hipopótamo) e as palavras que não estão no glossário ficam a cargo da sua imaginação e do seu entendimento da história.

O livro é uma mostra cultural de um país em transição, cercado de alegrias e tristezas.
Para se ler quando/se quiser uma prosa poética rica em história e cultura.

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