domingo, 22 de abril de 2012

Resenha: Precisamos falar sobre Kevin

Resolvi ler o livro depois de assistir o trailer do filme; achei que o livro devia ser surpreendente e não me enganei, ainda estou boquiaberta com o final desse livro!

Precisamos falar sobre Kevin

Autora: Lionel Shiver

Editora: Intrínseca

Sinopse:

Lionel Shriver realiza uma espécie de genealogia do assassínio ao criar na ficção uma chacina similar a tantas provocadas por jovens em escolas americanas. Aos 15 anos, o personagem Kevin mata 11 pessoas, entre colegas no colégio e familiares. Enquanto ele cumpre pena, a mãe Eva amarga a monstruosidade do filho. Entre culpa e solidão, ela apenas sobrevive. A vida normal se esvai no escândalo, no pagamento dos advogados, nos olhares sociais tortos.

Transposto o primeiro estágio da perplexidade, um ano e oito meses depois, ela dá início a uma correspondência com o marido, único interlocutor capaz de entender a tragédia, apesar de ausente. Cada carta é uma ode e uma desconstrução do amor. Não sobra uma só emoção inaudita no relato da mulher de ascendência armênia, até então uma bem-sucedida autora de guias de viagem.

Cada interstício do histórico familiar é flagrado: o casal se apaixona; ele quer filhos, ela não. Kevin é um menino entediado e cruel empenhado em aterrorizar babás e vizinhos. Eva tenta cumprir mecanicamente os ritos maternos, até que nasce uma filha realmente querida. A essa altura, as relações familiares já estão viciadas. Contudo, é à mãe que resta a tarefa de visitar o "sociopata inatingível" que ela gerou, numa casa de correção para menores. Orgulhoso da fama de bandido notório, ele não a recebe bem de início, mas ela insiste nos encontros quinzenais. Por meio de Eva, Lionel Shriver quebra o silêncio que costuma se impor após esse tipo de drama e expõe o indizível sobre as frágeis nuances das relações entre pais e filhos num romance irretocável.


Resenha: 

O livro conta a história de Kevin através de cartas escritas pela mãe dele, Eva, nas quais ela analisa e relembra toda criação do filho para tentar descobrir o que o levou a matar 11 pessoas.

O livro gera a pergunta: De quem é a culpa? Seria a criação? Ou uma pessoa pode nascer assim?

Acho que o livro me chocou muito por que não havia lido nada a respeito dele antes de ler; para vocês terem uma idéia, eu não li nem a sinopse do livro! Ou seja, cada acontecimento me afetou e me impressionou ainda mais. Senti raiva, desespero, terror e fiquei boquiaberta com o final do livro.

Gostei do livro, ele revela o que costuma ficar indizível após uma tragédia como essa; mas tenho um conselho para as mulheres que pretendem ler o livro: Não leia esse livro se você estiver grávida ou pensando em ter um filho no momento; Por que esse livro vai te fazer questionar a maternidade e todos os aspectos inerentes a criação de um filho.
 
O livro é profundo, impressionante e dramático.
Para ler quando/se estiver no clima para uma leitura impressionante.

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