sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Resenha: Aonde a gente vai papai?

Já tinha lido sobre esse livro e quando vi em promoção na Bienal não pude deixar de comprar.
A resenha faz parte do desafio desafiante de novembro, que era ler um livro com menos de 200 páginas.

Aonde a gente vai papai?

Autor: Jean-Louis Fournier

Editora: Intrínseca

Sinopse:

Jean-Louis Fournier teve dois “fins do mundo”. É com essa frase que o autor, elogiado pela Academie Goncourt e pela mídia francesa, caracteriza a dor de, por duas vezes, ver diagnosticada a incontornável deficiência de dois filhos.

Aonde a gente vai, papai? é a pergunta, repetida incansavelmente, que uma das crianças faz sempre que entra em um carro. Seria normal, se a pergunta não perdurasse por mais de dez anos. Os dois filhos, os irmãos Thomas e Mathieu, jamais aprenderam a ler, jamais compartilharam com o pai uma história, uma aventura, uma descoberta – eles ficaram mais velhos, mas não se tornaram adultos.

Em textos curtos, quase casos narrados conforme a lembrança, Fournier mostra que o riso é praticamente proibido àqueles que convivem com crianças como as dele; que não é permitido encontrar graça naquele menino todo lambuzado de sorvete, naquele desenho malfeito, no movimento sem jeito – algo que divertiria pais comuns. Sem medo de mostrar a fraqueza demasiado humana e o sentimento ambíguo que o levaram a, por vezes, odiar aquelas eternas crianças, o autor deixa perceber que gostaria simplesmente de ouvir os filhos se gabarem dele por terem um pai que cria desenhos animados e histórias que muitos outros não fazem. Mas Thomas e Mathieu não entendem seus desenhos nem leem suas fábulas. Fournier relata essa experiência paterna sem apelo, com franqueza e ternura singulares.

Resenha:

Jean-Louis Fournier queria poder brincar com seus filhos, ler para eles, e tudo mais que um pai pode ter com um filho; mas ter dois filhos deficientes foi como ter dois 'fins do mundo' e é isso que ele aborda no livro.
"Aonde a gente vai papai?" é um livro pesado, no qual o autor relata toda sua dor, de uma maneira sarcástica, por ter tido dois filhos deficientes.
 
A leitura pode ser dolorida, acredito que só alguém que passou pela mesma situação pode falar alguma coisa; na leitura percebi que Fournier utilizou o humor para lidar com toda a dor que sentiu durante a criação de duas eternas crianças mas no final percebi que, mesmo com todo o sarcasmo, o que ele sempre sentiu pelos filhos foi amor.

Resumindo: O livro é doloroso, triste e intenso.
Para se ler quando estiver preparado para essa intensidade.

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