quinta-feira, 14 de julho de 2016

Resenha: Hecatombe Hipotética

Não lembro qual foi o último livro de poesia que li; faz tanto tempo que até comentei com a Cláudia sobre isso mas, como estou sempre aberta à literatura, aceitei ler o "Hecatombe Hipotética" e não me arrependi; redescobri a poesia e adorei. 

Hecatombe Hipotética

Autora: Claudia Gomes

Editora: Independente

Sobre o livro:

Claudia Gomes declara que se trata de um livro com poesias mais do que marginais, e sim experimentais. Sua escrita avança alguns padrões literários, sem rima ou métrica, onde se detém a demonstrar sua arte individual e seus sentimentos. O eu lírico e a autora se fundem propositalmente. Ela acredita que para escrever é preciso paixão. E alega: “Para mim a paixão é algo íntimo e pessoal, dentro da gente, e que podemos expressar de muitas maneiras, embora nem sempre sabermos lidar ou reconhecer a tênue linha entre a palavra e o "se expor", se expor é importante para que se obtenha alguma profundidade”.
O tema central da obra é a sua personalidade, conforme declara: “É a minha pessoa, eu mesmo, a minha intimidade. Eu falo de amor e de sonhos, com doses de humor, de sentimentos, de contemporaneidade, do dia a dia e dos pensamentos que a gente esconde até de nós mesmos”.
Dividindo-se entre a sua fonte inesgotável de criação e comemorando a sua mais nova obra, a autora deseja que todos se permitam “marginalizar’se”, pedindo uma boa e ousada leitura: “Não julguem-no pela capa. A capa é delicada e tem um ar “teen”, mas cuidado, pois esconde os gritos, o sexo, as histórias e os palavrões dentro de mim”. E de todos.

Meus comentários:

A capa e os desenhos do livro são meigos porém, na verdade, o livro é uma hecatombe; tem o trajeto do dia, a viagem e a noite; tem o sexo e o amor; o começo e o fim; e a construção e a desconstrução.

Notei muito essa desconstrução nas poesias; tive essa sensação de começo e fim muito forte e algumas poesias, aquelas nas quais eu me encontrei, trouxeram sentimentos mais fortes ainda.

"Palavras em tubos de ensaio, frases cozinhando num béquer, letras destiladas. Foi um processo fazer este livro. Poesia é uma fórmula muito pessoal, e eu espero que a gente tenha química". 

Resumindo: A história é uma hecatombe, que por enquanto ainda é hipotética (e poética).
Para ler quando quiser desconstruir.

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